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Foi com o
contato direto com a vida dos mais empobrecidos, com suas
carências e necessidades, que deu lugar à criação do Movimento
Fé e Alegria. Nasceu na Venezuela, no ano de 1955, como uma
entidade não governamental de solidariedade social e desde
então soma esforços com a sociedade e o Estado na criação e
manutenção de serviços educativos e sociais nas periferias das
grandes cidades e na realidade rural.
Na busca por respostas
às urgências de alunos, famílias, comunidades e outros
parceiros, a proposta educativa de Fé e Alegria se concretiza
de diversas formas nos países onde está presente, buscando
respostas significativas desde e com as comunidades. O jesuíta
José Maria Vélaz, visionário audaz, foi o fundador deste
movimento há 50 anos atrás, quando coordenou algumas
organizações sociais na Venezuela. De Caracas, estendeu-se
logo ao Equador (1964), Panamá (1965), Peru (1966), Bolívia
(1966), El Salvador (1969), Colômbia (1971), Nicarágua (1974),
Guatemala (1976), Brasil (1981), República Dominicana (1990),
Paraguai (1992), Argentina (1995), Honduras (2000), Chile
(2004) e em 2006 chegou também ao Haiti.
Em 1985 se
estabeleceu na Espanha como uma plataforma de apoio aos países
latino americanos e para divulgação dos trabalhos do Movimento
na Europa e desde 1999 redefine sua missão para assumir novos
caminhos no campo da cooperação e desenvolvimento com o nome
de Fundación Entreculturas – Fé y Alegría.
Em 2006,
os alunos e participantes atendidos chegava a um número de
1.364.077 pessoas. Deste número, descontando-se os registrados
em mais de um programa chegava a 938.458. Opera-se em uma rede
de 1.603 núcleos nos quais funcionam 2.796 unidades de
serviços: 1.135 são unidades educativas, 56 emissoras de
rádio, 506 centros de educação à distância e 905 centros de
educação alternativa e serviços. Em Fé e Alegria trabalham
37.909 pessoas, destes, 97,7% são leigos e 2,3% são membros de
congregações religiosas. Esta cifra não inclui as centenas de
colaboradores voluntários atuantes nos diversos países em que
estamos presentes. Em muitos projetos torna-se impossível
contabilizar os participantes diretos, muito menos os
indiretos. O número de pessoas às quais chegam as ações de Fé
e Alegria bem poderia estar por volta de sete milhões ao
ano. |